Rotores de Fluxo Contínuo

Um rotor de fluxo contínuo possibilita a centrifugação em altas potências de um alto volume de materiais sem o tédio de preenchimento e decantação de inúmeros tubos, ou de reiniciar e parar o rotor frequentemente. Ao utilizar este rotor, você estará somente coletando o sobrenadante ou raspando a pelota. Rotores de fluxo contínuo minimizam substancialmente o tempo de processamento do material por 2 motivos:

  1. Eles possuem comprimentos de trajetória curtos para reduzirem o tempo total de pelotização. Consequentemente, resultando na pelotização eficiente de sólidos do fluxo da amostra, facilitando o fluxo rápido de materiais pelo rotor.
  2. Eles possuem altas capacidades. Portanto, não é necessário reiniciar e parar assim como é feito com rotores convencionais. Isto economiza tempo reduzindo o manuseio da amostra e tempo perdido na espera da aceleração/desaceleração do rotor nos intervalos entre rodadas.

Grandes aplicações para rotores de fluxo contínuo incluem: virus gigantes, mitocôndria, tecido homogeneizado, bacteria, cultura celular, e cultura de algas. É melhor utilizar o rotor de fluxo contínuo se:

  1. O coeficiente da sedimentação das partículas a serem coletadas é maior que 50 S. Devido a alta eficiência na pelotização do rotor, o material sólido pode ser separado do meio líquido mais rapidamente do que rotores de baldes giratórios ou ângulos fixos.
  2. A taxa sólida/líquida da amostra é baixa (5-15%). Acima da taxa sólida/líquida de 15%, o rotor tende a ser eficiente demais, por exemplo, quando a pelotização acontece tão rapidamente que preenche imediatamente. Isto significa que ele deverá ser parado para retirar as pelotas tão frequentemente que tempo é perdido na aceleração/desaceleração do rotor e na limpeza durante os intervalos das rodadas. Por outro lado, se a amostra contém material sólido, o rotor irá operar por longos períodos de tempo, processando altos volumes de materiais entre desligamentos.

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